A patela, também chamada de rótula, é o osso triangular que fica na frente do joelho. Ela está inserida no tendão do quadríceps, músculo da coxa, e ajuda em movimentos como esticar a perna, frear o corpo e se agachar.
Durante o movimento do joelho, a patela desliza na tróclea femoral, funcionando como um “encaixe em trilho”. Como esse encaixe é relativamente raso, a estabilidade da patela depende do quadríceps e de ligamentos, sendo o ligamento patelofemoral medial (LPFM) o mais importante para evitar deslocamentos.

A luxação da patela ocorre quando a rótula sai do lugar, geralmente devido a uma torção do joelho. Muitas vezes ela volta sozinha, mas mesmo assim pode causar ruptura do LPFM, dor, inchaço e sensação de insegurança ao apoiar a perna.
Quando esses episódios passam a se repetir, temos a chamada instabilidade patelar, que provoca falseios e dificuldade em atividades do dia a dia.
Mulheres (principalmente entre 12 e 30 anos)
Pacientes com joelho em valgo (“em X”)
Patela alta
Tendão patelar lateralizado
Tróclea rasa (encaixe mais plano)
Hiperfrouxidão ligamentar
Fraqueza muscular
Dor intensa na patela e ao redor
Inchaço do joelho
Perda de mobilidade, dificuldade para dobrar ou esticar a perna
Sensação de instabilidade ou “falseio”
Em alguns casos, o deslocamento pode ser visível a olho nu.
O diagnóstico é feito por um ortopedista especialista em joelho, que avalia:
Histórico de episódios
Exame físico detalhado
Exames de imagem: radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética
Indicado principalmente após o primeiro episódio de luxação, visando:
Reduzir dor e inchaço
Fortalecer músculos e ligamentos
Recuperar estabilidade
O objetivo é prevenir recorrências e proteger a cartilagem da patela, evitando desgaste (condromalácia patelar).

Indicado quando há:
Luxações recorrentes
Instabilidade patelar persistente
Lesões na cartilagem
A técnica mais moderna e eficaz é a reconstrução do ligamento patelofemoral medial, que utiliza um fragmento de tendão do próprio paciente. O enxerto é fixado na patela e no fêmur para garantir estabilidade e mobilidade.
Em casos selecionados, outros procedimentos podem ser feitos junto, como:
Realinhamento patelar
Trocleoplastia (correção do sulco femoral)
Inicia precocemente, com exercícios de mobilidade já no dia seguinte à cirurgia
Uso de muletas por alguns dias
Retorno aos esportes entre 3 e 6 meses, com fisioterapia e fortalecimento muscular
Fortalecer quadríceps e músculos do joelho
Evitar movimentos de risco sem preparo físico adequado
Manter acompanhamento médico em caso de sintomas de instabilidade
A luxação da patela é uma condição que causa dor, insegurança e limita atividades diárias. O tratamento deve ser individualizado, podendo ser conservador ou cirúrgico, dependendo da gravidade e recorrência.
Se você já sofreu deslocamento da patela ou apresenta sinais de instabilidade patelar, procure um ortopedista especialista em joelho para avaliação e tratamento adequado.
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